Natural de Divinópolis, Cleiton Gontijo de Azevedo, o Cleitinho, é empresário e músico. Iniciou trajetória política como vereador de sua cidade, foi eleito deputado estadual e, em 2022 chegou ao Senado Federal. Agora, coloca seu nome à disposição dos mineiros para governar Minas Gerais, ao lado do vice Luís Eduardo Falcão pelo partido Republicanos. Sua atuação sempre foi pautada pelo combate aos privilégios e à corrupção.
JORNAL BELVEDERE – O Estado enfrenta uma grave situação fiscal e uma dívida bilionária. Qual será sua estratégia para equilibrar as contas do Estado sem comprometer investimentos em áreas essenciais? E qual será sua prioridade nos primeiros 100 dias de governo?
CLEITON DE AZEVEDO – Minas precisa parar de gastar mal para voltar a investir. Vamos cortar desperdícios, rever contratos, reduzir privilégios e fazer uma reforma administrativa que gere economia sem prejudicar os serviços essenciais. Sobre a dívida, o Propag foi um avanço, mas Minas pode conseguir condições melhores. Vamos negociar com firmeza com a União. Nos primeiros 100 dias, vamos fazer um raio-X das contas do Estado e começar a reorganização administrativa.
JORNAL BELVEDERE – Uma das áreas que mais impactam diretamente a população é a Saúde. Quais serão suas principais medidas para otimizar esse serviço, para ampliar o atendimento de média e alta complexidade e fortalecer a saúde nos municípios do interior?
CLEITON DE AZEVEDO – Nossa prioridade será diminuir a fila. Vamos colocar os hospitais regionais para funcionar plenamente e ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias. Também vamos fazer parcerias com a rede privada para aumentar a capacidade de atendimento e reduzir o tempo de espera. No interior, vamos fortalecer os municípios, ampliar a atenção básica e usar a telessaúde para levar atendimento especializado para mais perto do cidadão.
JORNAL BELVEDERE – Na área da segurança pública, que mudanças concretas o seu governo pretende implementar para combater a criminalidade, valorizar as forças de segurança e melhorar a prevenção?
CLEITON DE AZEVEDO – Vamos recompor os efetivos aproveitando os concursos públicos em vigor e chamando os excedentes. Também vamos começar a recomposição salarial das forças de segurança. Ao mesmo tempo, vamos investir em inteligência, integração das polícias e combate ao crime organizado. As blitzes serão instrumentos de segurança no trânsito, com foco, por exemplo, na Lei Seca, e não de arrecadação.
JORNAL BELVEDERE – Em termos de mobilidade e infraestrutura, quais são as obras e projetos que terão prioridade e como o Estado pretende financiá-los, especialmente em relação às rodovias, ferrovias e os grandes corredores metropolitanos?
CLEITON DE AZEVEDO – Vamos reestruturar o DER-MG para dar mais agilidade à recuperação e manutenção das rodovias. Também vamos rever contratos de pedágio e cobrar das concessionárias a entrega do que foi contratado, especialmente onde existem tarifas que pesam no bolso do mineiro. Os investimentos serão priorizados com recursos, da renegociação da dívida, revisão de isenções fiscais e economias geradas a partir da reforma administrativa que será feita.
JORNAL BELVEDERE – Como seu governo pretende promover um desenvolvimento mais equilibrado em relação às diferenças e características regionais do Estado, atraindo investimentos, gerando empregos e melhorando a qualidade de vida também nas regiões historicamente menos desenvolvidas?
CLEITON DE AZEVEDO – Minas tem riquezas como lítio, nióbio e terras raras. Precisamos transformar esse potencial em emprego e renda aqui. Vamos atrair indústrias para transformar nossas matérias-primas em produtos de maior valor agregado, em vez de apenas exportar commodities. Os prefeitos terão acesso direto ao governo, para apresentar as demandas de suas regiões e buscar soluções. Também vamos fortalecer o BDMG com linhas de crédito mais atrativas, reduzir a burocracia e aproximar a formação profissional das necessidades de cada região.


























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