A espera que parecia não ter fim, finalmente se transformou em realidade. O início das obras de duplicação e modernização da BR-040, em Congonhas, no último dia 21 de setembro, pela EPR Via Mineira, é a realização de um sonho coletivo de usuários e trabalhadores após anos de promessas que ficaram para trás. As equipes de trabalho atuam em frentes de terraplenagem e limpeza mecanizada, no trecho entre os quilômetros 602 e 612, entre o bairro Pires e as proximidades do Viaduto do Profeta. A mobilização inclui implantação de contenções e execução de bueiros e sistemas de drenagem, além de serviços em pontos com presença de rochas. As atividades acontecem paralelamente à supressão vegetal autorizada que vem sendo realizada no local.
A intervenção contempla aproximadamente 10 quilômetros da BR-040. O projeto prevê pistas separadas, com barreira no canteiro central, além de acostamentos. Também estão previstas vias marginais, ciclovia, passeio para pedestres e uma passarela no km 607, no bairro Campo das Flores. O projeto inclui ainda intervenções nos viadutos Telésphoro Cândido de Rezende e do Profeta. Segundo a EPR Via Mineira, a nova configuração foi planejada para qualificar a circulação no trecho e proporcionar melhores condições de segurança para os diferentes usuários da rodovia, incluindo motoristas, motociclistas, pedestres e ciclistas.
Movimento SOS BR-040: um alento
O integrante do Movimento SOS BR-040 e diretor de Meio Ambiente e Saúde da União das Associações Comunitárias de Congonhas, Sandoval de Souza, comemorou o início das obras: “É um alento ver iniciada a duplicação da rodovia, após anos de discussões políticas, que incluíram até reuniões no Ministério dos Transportes em Brasília, articuladas pelo deputado federal Fred Costa.
ecebemos as intervenções com expectativas de melhorias como a instalação de barreiras metálicas entre os km 602 e km 612. para a segurança de todos os usuários. Reforço que as melhorias precisam ser ampliadas, no mínimo, até o km 616, na altura de Joaquim Murtinho. O trecho abriga duas pontes — sobre o Rio Maranhão e sobre a linha férrea da MRS Logística — e é apontado como um dos principais gargalos logísticos e de segurança da rodovia, frequentemente associado a altos índices de acidentes devido ao intenso fluxo de carretas de minério”, ressaltou.
Sandoval ressalta que com a aproximação do período chuvoso e as limitações climáticas, o cronograma ficará comprometido e a concessionária precisará antecipar algumas operações para mitigar os riscos em um dos trechos mais saturados da rodovia. Outro ponto crítico levantado por ele, como usuário, é a necessidade de um rigor extremo na sinalização das obras. “Devido ao tráfego pesado e à saturação da pista, falhas na sinalização provisória podem potencializar os riscos de acidentes. Agora, é contar com a atuação competente da empresa e das autoridades fiscalizadoras para que a obra seja realizada em menor tempo e com a devida segurança”, destacou.
O diretor-executivo da concessionária, Eric de Almeida, explica que “uma obra de infraestrutura desse porte tem uma sequência de engenharia que precisa ser respeitada: preparação do terreno, drenagem, contenções, terraplenagem e, na sequência, as demais estruturas que vão formar a nova rodovia. É esse planejamento, com eficiência e segurança, que permite que os serviços avancem de forma responsável e sustentável”, explicou.
Ainda segundo ele, a obra, por sua dimensão, vai gerar mudanças na rotina de quem utiliza a BR-040, especialmente quando as frentes de trabalho avançarem para áreas com interferência direta no tráfego. “Por isso, cada operação será planejada com antecedência e comunicada aos usuários, mantendo um diálogo próximo com as comunidades ao longo das etapas, para a condução do processo em segurança”, ressaltou.


























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