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Pets do “focinho achatado” precisam de cuidados especiais de tutores

Pets do “focinho achatado” precisam de cuidados especiais de tutores

No universo das raças de cães e gatos, algumas sobressaem na preferência de tutores. Por sua vez, aqueles conhecidos pelo “focinho achatado” conquistaram de vez os corações da maioria dos brasileiros. De acordo com Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), das raças mais registradas nos últimos anos, estão as braquicefálicas: o Pug, ShihTzu, o Buldogue francês, Shih Tzu, Pequinês, o Maltês e os gatos persa. O fato é que os cachorros braquicefálicos são os mais queridos do público pela sua proximidade constante com o tutor, pela alegria e até mesmo pelo carisma que eles têm em companhia de seu dono.

De acordo com a médica veterinária Bruna Maffei Camini, todos os tutores precisam conhecer um pouco das raças e assim oferecer cuidados específicos de cada uma delas. Ela explica que a Síndrome Braquicefálica é um conjunto de alterações anatômicas que afetam cães e gatos de focinho curto: “São alterações que podem ocorrer nas narinas, palato mole e traqueia, dificultando a respiração. A síndrome acomete tanto cães quanto gatos de focinho curto. Algumas das raças são Bulldogue Francês, Bulldogue Inglês, Pug, Shih Tzu, Pequinês e o Persa”.

Ainda segundo Bruna, algumas alterações comuns observadas são a estenose de narinas, onde elas se mostram muito fechadas, o prolongamento de palato mole, a hipoplasia de traqueia (traqueia com diâmetro reduzido) e obstruções intranasais. “Os tutores precisam sempre ficar atentos aos animais. Porque durante a avaliação clínica, é possível observar e identificar as alterações e avaliar se é necessário realizar exames complementares, como endoscopia e/ou radiografia”, explica Bruna.

A veterinária relata sobre alguns sinais clínicos: “Alguns animais podem não apresentar sintomas, enquanto outros demonstram sinais brandos, como roncos esporádicos. Já nos casos mais graves, podem ocorrer roncos frequentes, dificuldade respiratória, intolerância ao exercício, cianose (língua azulada) e até mesmo desmaios. Os sintomas podem se agravar em dias quentes, durante exercícios ou situações de estresse”.

Existe tratamento?

Bruna Camini explica que algumas alterações podem ser corrigidas cirurgicamente: “A rinoplastia pode ser realizada em casos de estenose de narinas, e em casos de prolongamento do palato mole é possível realizar a estafilectomia, que é a remoção da parte excedente. Entretanto, algumas alterações, como a hipoplasia de traqueia, não são passíveis de correção cirúrgica, e dessa forma é de extrema importância manter alguns cuidados”.

Cuidados no dia a dia

Os animais de focinhos achatados precisam de cuidados dos tutores no seu dia a dia. De acordo com Bruna, esses pacientes não devem ser submetidos a exercícios intensos, estresse extremo e calor excessivo. “Passeios devem ser realizados em horários mais frescos e preferencialmente utilizando coleira peitoral. Além disso, é de extrema importância manter o pet no seu peso ideal, dessa forma a síndrome pode evoluir de forma mais lenta”, ensina.

Ela chama a atenção para o primeiro sinal clínico: “Se o tutor perceber qualquer sinal de dificuldade respiratória, é essencial procurar um médico veterinário. O diagnóstico precoce e o manejo adequado, clínico ou cirúrgico, podem fazer toda a diferença na qualidade e na expectativa de vida do pet. Se a cirurgia for indicada, ela deve ser realizada o quanto antes, evitando a progressão das alterações e o surgimento de complicações secundárias”, alerta a veterinária Bruna Camini.

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