O que diferencia um sonho ousado de um grande case de sucesso? Para o economista e executivo financeiro Augusto Martinez, a resposta está na combinação entre visão de futuro, coragem para enfrentar a desconfiança e capacidade de execução. Foi com esse espírito que, em 1999, ele enxergou no que era apenas uma área de reflorestamento da antiga MBR a oportunidade de criar um projeto urbano inovador. Assim nasceu o Alphaville Lagoa dos Ingleses, que mudou a paisagem de Nova Lima e se tornou um dos empreendimentos mais desejados de Minas Gerais.
O início foi marcado por desconfiança, mas a ousadia do lançamento surpreendeu: em apenas 20 horas, foram vendidos 1.548 lotes, estabelecendo um recorde mundial de vendas e comprovando a força de uma ideia visionária, aliada a planejamento estratégico e capacidade de execução. Desde então, o Alphaville se consolidou como referência nacional em urbanismo sustentável, reunindo atualmente cerca de 10 mil moradores fixos, escolas de excelência, centros comerciais e mais de 60% de sua área preservada. O empreendimento oferece 120 m² de área verde por habitante — seis vezes mais do que a média de Belo Horizonte — e conta com uma estação modular de tratamento de esgoto, reforçando o compromisso com qualidade de vida e sustentabilidade.
A relevância do projeto vai além da moradia. Durante a pandemia, a valorização imobiliária ultrapassou 200%, reafirmando o Alphaville como um dos polos mais atrativos do mercado mineiro. Hoje, ele representa entre 10% e 15% da arrecadação de Nova Lima, município ainda fortemente dependente da mineração, e se consolida como vetor de diversificação econômica para a região. Mais do que um bairro planejado, o Alphaville se tornou um motor de desenvolvimento, atraindo investimentos e configurando-se como exemplo de que o empreendedorismo pode gerar impactos duradouros no território e na sociedade.
Ao completar 25 anos, o Alphaville Lagoa dos Ingleses não apenas celebra sua história, mas projeta o futuro. Com sete novos projetos em andamento, a previsão é de que a população cresça cerca de 50% até 2028. Além das novas residências, estão em desenvolvimento centros empresariais com lojas, supermercados e escritórios, reforçando a autossuficiência do empreendimento e atraindo ainda mais moradores e investidores.
“Mais do que construir casas, nós plantamos raízes”, resume Augusto Martinez, ao refletir sobre a trajetória de um projeto que se tornou um marco no mercado imobiliário e símbolo de visão empreendedora em Minas Gerais.

























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