Moradores do condomínio no Villa Alpina no Vale do Mutuca querem a revogação da aprovação de construção de um centro comercial dentro do residencial. A direção da Promutuca alerta para o precedente perigoso da medida e também pelo alto risco de contaminação da água do córrego do Mutuca, em razão do esgoto das lojas.
Um ato pacífico de mobilização dos moradores do Condomínio Villa Alpina e de outros residenciais do Vale do Mutuca está sendo organizado com objetivo de sensibilizar autoridades públicas sobre os problemas e complicações da aprovação de um centro comercial nas dependências do residencial unifamiliar, sem observação da convenção e do regimento interno do mesmo, que proíbe esse tipo de uso. Além disso, o movimento avança para outras frentes com a indicação de algumas medidas que estão sendo adotadas pelos moradores como a interposição de medidas legais, a sensibilização de síndicos responsáveis pelos condomínios no Vale do Mutuca e de outros bairros de Nova Lima, notificações junto a órgãos formadores de opinião, entre outros.
O processo de liberação construtiva foi aprovado na última reunião do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Melhoria do Meio Ambiente (Codema) de Nova Lima.
O empreendimento em questão refere-se ao lote 5, da quadra 5, em uma área de 1.239,00 m2, onde um empreendedor pretende construir um centro comercial com várias lojas.
Precedente
Segundo Pedro Lima, presidente da Promutuca, a liberação construtiva vai contra a convenção condominial do residencial, que estabelece e regula a utilização das áreas e uso. “Quem compra um lote em condomínio, sabe que não vai ter um comércio por perto. E esse é o motivo pelo qual escolhe morar em um lugar onde não há atividade comercial ou que esta seja de baixo impacto”, declarou.
A Promutuca fez um minucioso relatório de vistas ao processo, entregue aos membros do colegiado do Codema, contestando a aprovação de tal empreendimento no local. De acordo com o estudo, a região onde está localizado o lote não possui infraestrutura de tratamento de esgoto e água, uma vez que os serviços ali existentes são para apenas para atender demandas unifamiliares, e que tal construção impactaria diretamente o córrego do Mutuca e a segurança hídrica da região. Também, que o logradouro não comportaria trânsito local de comércio, pois não há condições de alargamento da via pois essa entraria em faixa de propriedade de terceiros ou avançaria sobre o limite do córrego Mutuca.
Para Pedro Lima, há alto risco de contaminação da água do córrego e do lençol em razão do esgoto comercial de lojas. Para os integrantes do movimento, tal precedente abre uma margem para uma ocupação descontrolada no Vale do Mutuca sem o devido respeito ao meio ambiente, à circulação de pessoas, ao direito ao sossego e à qualidade de vida dos atuais moradores.
“O maior problema da liberação desse empreendimento está relacionado à abertura de um precedente para a criação de centros comerciais em todos os condomínios da região”, questiona Pedro Lima.
Para os integrantes do movimento, tal precedente abre uma margem para uma ocupação descontrolada no Vale do Mutuca sem o devido respeito ao meio ambiente, à circulação de pessoas, ao direito ao sossego e à qualidade de vida dos atuais moradores.
O movimento vem ganhando força e adesão de síndicos e moradores de vários outros residenciais. O ato pacífico está previsto para acontecer no próximo dia 5 de julho, na entrada do Villa Alpina.

























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