O CREA-MG, por meio da Câmara de Mediação e Arbitragem, realizou no último dia 5 de agosto, a reunião de avaliação dos desdobramentos da conciliação que discutiu soluções para a BR-040 no trecho entre o km 563 (Alphaville) e km 617, entre os municípios de Nova Lima e Congonhas. O processo, concluído recentemente e assinado por mais de 30 representantes do poder público, da iniciativa privada, e sindicatos da mineração e de transportes, entre outros, reúne propostas para reduzir mortes e acidentes, ampliar a segurança na rodovia, e indicar que medidas sejam implementadas pelas autoridades competentes.
Duas das 25 propostas apresentadas pelo Grupo de Trabalho, pode-se dizer que duas já estão sendo implementadas. Uma delas é com relação às manutenções no trecho sendo realizadas preferencialmente entre 18h e 06h, com as devidas e necessárias sinalizações. E outra, bastante comemorada é a permanência do posto da Polícia Rodoviária Federal na cidade de Congonhas, como ponto de apoio, que poderia ser fechado em razão da construção do novo estabelecimento em Carandaí.
A importância da permanência do posto da PRF em Congonhas pode ser comprovada por números. De acordo com dados da PRF em Congonhas, de janeiro a julho deste ano, no trecho entre o bairro Olhos D’Água (km 544) até o km 633 (Conselheiro Lafaiete), foram registrados 19 óbitos, 277 feridos e 232 acidentes. Números alarmantes e assustadores que projetam uma média de 2,71 mortos por mês ou um óbito a cada 37,3 km. Segundo o policial federal Eduardo Machado, em 2024, no período de janeiro a outubro, houveram 304 acidentes, com 337 pessoas feridas e 26 mortes registradas. Já em 2023, nos 12 meses, foram 389 acidentes, com 524 feridos e 33 óbitos. Ainda de acordo com a PRF somente estão computados os acidentes com vítimas. Nesses números não estão incluídas as vítimas que foram encaminhadas para atendimento em hospitais e vieram a óbito posteriormente.
O chefe da Seção de Inteligência da Polícia Rodoviária em Minas, Marcelo Gonçalvez, disse que “o foco é melhorar a presença do policiamento, dar respostas mais rápidas a sinistros e intensificar a fiscalização do transporte de minério para garantir a segurança viária”. Para Kátia Negreiros, do Movimento SOS BR-040, “é fundamental que as intenções agora se transformem em ações concretas. Seguimos atuando para que os compromissos assumidos resultem em uma rodovia mais segura para todos”, disse. Já o engenheiro Hérzio Mansur, mediador do processo, ressalta que “O Conselho captou a demanda da sociedade e entregou uma ferramenta que poderá guiar decisões futuras e promover mudanças reais no trecho”.

























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