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Especialista defende a construção de um grande pacto coletivo para o Vetor Sul

Especialista defende a construção de um grande pacto coletivo para o Vetor Sul

O urbanista Alexandre Nagazawa afirma que “Cidades só prosperam quando todos prosperam. E a porção sul alcançará seu potencial máximo apenas se for plural, humana e inclusiva.”


A afirmação é do urbanista, diretor da Bloc Arquitetura Imobiliária, Alexandre Nagazawa, ao destacar o crescimento acelerado da região e do Vetor Sul de Belo Horizonte, impulsionado, segundo ele, pelo forte dinamismo econômico.

Ele contextualiza que nos últimos 20 ou 30 anos, o vetor Sul se transformou rapidamente, impulsionado pela liberação de adensamento no Belvedere 2, pela consolidação de bairros como Vila da Serra e Vale do Sereno e pelo crescimento acelerado de condomínios no entorno. “Esse movimento redefiniu toda a dinâmica urbana da região, atraindo moradores, empresas, hospitais, centros comerciais e uma vasta rede de serviços que projetaram o eixo BH–Nova Lima como um polo de prosperidade”, explicou.

Segundo Alexandre Nagazawa, infelizmente toda essa prosperidade não veio acompanhada de um planejamento metropolitano sólido, a longo prazo. “A região cresceu mais rápido do que sua infraestrutura, mais rápido do que sua capacidade viária, mais rápido do que qualquer sistema de mobilidade poderia suportar. Com obras importantes em andamento, a região busca soluções para o trânsito historicamente conturbado. As parcerias entre o setor público e a iniciativa privada têm rendido frutos concretos na melhoria da infraestrutura viária na divisa dos dois municípios – Nova Lima e Belo Horizonte.”

Pacto coletivo

Para o urbanista, “o verdadeiro desafio é construir um grande pacto coletivo que alinhe interesses da população, do poder público e do mercado. É preciso um olhar mais amplo que inclua a integração entre as políticas de mobilidade de Belo Horizonte e de Nova Lima, além de incentivos ao transporte público. As novas obras previstas apresentam um avanço na busca de soluções.”

Alexandre cita que o desenvolvimento do Vetor Sul nos últimos 20 anos resultou em vias saturadas, em acessos que se tornaram gargalos, com reflexos que se espalham muito além das fronteiras de Belo Horizonte e Nova Lima. “O colapso diário da BR-356 e na MG-030 e dos eixos que conectam os bairros do entorno não afeta apenas quem mora ali, mas também aqueles trabalhadores que vêm do Buritis, Estoril, Santa Lúcia, Sion e São Bento. Afeta quem depende de circular entre Contagem, Rio Acima, Casa Branca, Honório Bicalho, Jardim Canadá, Alphaville, Itabirito e toda a macro região ao sul da Grande BH. Afeta o transporte de cargas, fornecedores, prestadores de serviço, empreendedores e pequenos negócios. Quando o trânsito para, não é apenas um corredor que trava: é a vida que desacelera, é a economia que perde fôlego”, declarou.

Alexandre Nagazawa ressalta que o desenvolvimento do Vetor Sul chegou a um ponto decisivo. “A região e os municípios vizinhos precisam deixar os erros do passado e assumir a oportunidade histórica de se tornarem referência em urbanidade contemporânea, equilibrando densidade, comércio, mobilidade, patrimônio e natureza em uma lógica verdadeiramente metropolitana”, ressaltou.

Para Nagazawa, o caminho para isso não é simples, mas é claro: “nenhuma cidade resolve sozinha um problema que é regional. O problema da mobilidade só será superado com um pacto coletivo, envolvendo poder público, iniciativa privada e sociedade civil. Um pacto que reconheça que infraestrutura de mobilidade é política de Estado. Que compreenda que desenvolvimento urbano precisa garantir benefícios compartilhados, contrapartidas proporcionais e responsabilidade territorial. Um pacto que valorize soluções sustentáveis e estruturantes, como transporte coletivo de alta capacidade, corredores eficientes, integração modal, redes de VLT, metrô e trens metropolitanos”, destacou.

E finaliza: “Mais do que resolver um gargalo de tráfego, trata-se de reconstruir o pacto sobre o qual se edifica a própria cidade. Se tivermos a capacidade de fazer isso juntos, o vetor sul pode tornar-se exemplo de um futuro urbano verdadeiramente coletivo.”

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