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Excesso de corridas de rua se torna pesadelo para os moradores do Belvedere

Excesso de corridas de rua se torna pesadelo para os moradores do Belvedere
A frequência dos eventos, a duração e o público excessivo têm levado moradores ao estresse. A população reclama pelo incômodo dos eventos. As corridas de rua estão gerando um passivo ambiental com excesso de barulho, sujeira, tumulto no trânsito e ruas completamente tomadas pelos corredores.

As corridas de rua, que até então trazem benefícios para a saúde e o bem-estar, tanto para os corredores quanto para os moradores, estão se tornando um pesadelo para quem mora no bairro Belvedere, sendo praticadas de forma irresponsável, além de impactar negativamente a vida dos moradores. De acordo com a população do bairro, a frequência dos eventos, a duração e o público excessivo têm levado moradores ao estresse. As corridas estão gerando um passivo ambiental com excesso de barulho, sujeira, tumulto no trânsito e ruas completamente tomadas pelos esportistas.
Segundo informou o presidente da Associação dos Amigos do Bairro Belvedere (AABB), Ubirajara Pires, a população do bairro não aguenta mais a realização desses eventos que têm causado incômodo e revolta a todos que buscam sossego e tranquilidade nos fins de semana. “Além da desorganização, da mudança no sentido da mão de trânsito, do excesso de veículos estacionados no bairro, os moradores não conseguem descansar. A perturbação do sossego é desrespeitosa e afeta o bem-estar dos moradores. O som começa a ser instalado na véspera da corrida e no sábado ele se inicia às 6 horas da manhã. Não existe uma fiscalização por parte da Prefeitura de BH e, com isso, estão fazendo o que querem. A todo momento somos surpreendidos por um evento, com o bairro tomado por corredores”, declarou.

Ubirajara Pires prossegue: “Esse é um problema que tem tirado a paz de muitos moradores. A concorrência entre os corredores e veículos, além da falta de educação de algumas pessoas e o lixo deixado para trás têm sido um grande incômodo. Além de tudo, muitos corredores fazem as suas necessidades fisiológicas nas portas das casas e nos jardins. Nos finais de semana, quando não acontecem os eventos, também já é grande a concentração de corredores pelas ruas do bairro. Eles correm em grupos e no meio das ruas, disputando o espaço com os veículos. Qualquer dia teremos um acidente maior. Algo precisa ser feito.”

O morador Marcello Pavan é mais um dos que sofrem com a realização das corridas nas vias. Ele citou uma manifestação do prefeito Abílio Brunini, sobre a realização de corridas de rua em zona residencial: “Há ruas próprias para isso, com planejamento adequado. Corridas de rua sem organização, em vias residenciais e sem sinalização prévia prejudicam a imagem de organizadores, corredores e da própria prefeitura”, finalizou.

Maior controle e fiscalização

O assunto já foi discutido, no ano passado, em uma Audiência Pública, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, e na ocasião os dirigentes das associações se manifestaram junto à Comissão de Administração Pública da Casa reafirmando que são contrários às corridas de rua e outros eventos realizados no bairro por empresas privadas. Segundo os dirigentes, os eventos trazem excesso de público, barracas de comércio e grande impacto do barulho gerado pela montagem e desmontagem de estruturas antes e depois do evento, testes de som antes das 6h da manhã, interdição de vias, obstrução de garagens, e sujeira. Na ocasião, os representantes pediram maior controle e fiscalização por parte da Prefeitura de Belo Horizonte.

Aliás, são constantes e vêm de longa data as reclamações de moradores, comerciantes locais e usuários dos espaços públicos do Belvedere, em relação aos transtornos causados por eventos desproporcionais à estrutura e à natureza residencial do bairro. O problema já foi levado à Secretaria Municipal de Política Urbana e à BHTrans pelas associações, mas os problemas persistem.

Problemas vivenciados

O fato é que a comunidade do bairro convive de forma sadia com as centenas de corredores amadores e profissionais que praticam o esporte nas ruas do bairro, mas se queixa da realização de corridas que geram lucros para os promotores às custas da degradação dos espaços, do sossego, da segurança e do direito de ir e vir dos moradores.

Entre os problemas vivenciados pelos moradores do bairro estão: o fechamento de ruas já na sexta-feira, dificultando a circulação; estacionamento irregular e obstrução de garagens no dia do evento; barulho de caminhões, ferramentas e gritos dos encarregados da montagem e desmontagem das estruturas; testes de som que começam antes das 6h e música alta até tarde; público de até 7 mil pessoas que deixa rastro de lixo e urina em vias e jardins. “São ações que estão acabando com a qualidade de vida de quem procurou o Belvedere para morar e que hoje paga o IPTU mais caro da cidade”, disse Ubirajara Pires, presidente da AABB.

Com a palavra, a PBH!

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