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Fique atento à Dilatação Volvo Gástrica no seu Pet

Fique atento à Dilatação Volvo Gástrica no seu Pet

Conhecida como inchaço, a dilatação é uma condição em que ocorre o aumento e a torção do estômago em seu próprio eixo, uma condição grave, de caráter agudo, que confere alto índice de óbito e que acomete principalmente os cães de grande porte.

Conhecida como inchaço, a Dilatação Volvo Gástrica é uma condição de enfermidade grave, de caráter intenso que pode levar a óbito animais de grande porte. A dilatação é uma condição em que ocorre o aumento e a torção do estômago em seu próprio eixo. Essa dilatação é causada principalmente pelo acúmulo de gás dentro do estômago, podendo dilatar a ponto de causar alterações hemodinâmicas graves no paciente, como, por exemplo, alteração da pressão arterial, fluxo sanguíneo e frequência cardíaca.

A informação é da médica veterinária Bruna Maffei Camini, ao explicar que a síndrome acomete principalmente cães de raças grandes e gigantes, como, por exemplo, Fila, Dogue Alemão, Pastor Alemão, São Bernardo, Rottweiler e Chow Chow. “As causas não são bem definidas, porém sabe-se que exercícios após alimentação e/ou ingestão de água em grande quantidade, podem contribuir. Outro fator que pode estar envolvido é a frouxidão ligamentar, pois permite uma maior mobilidade do estômago dentro do abdômen”, explica Bruna.

Mas, como identificar se o animal está com a Dilatação Volvo Gástrica? De acordo com a médica veterinária, o tutor deve ficar atento e consegue perceber as alterações observadas no organismo do animal. “É possível observar uma intensa dilatação na lateral do abdômen e prostração súbita do paciente. Em alguns casos, é possível também notar uma tentativa de vômito sem eliminação de conteúdo”, informou.

Bruma Camini explica que assim que observar esses sinais clínicos, essas alterações, é fundamental que o tutor leve o pet imediatamente a uma clínica veterinária, para que o médico veterinário faça o atendimento emergencial. Ela explica que em alguns casos, após estabilização do quadro, é realizada a radiografia para confirmar o diagnóstico e avaliar a necessidade de procedimento cirúrgico. E que, na cirurgia é realizado o reposicionamento do estômago seguido da gastropexia, que é a fixação do estômago na musculatura abdominal, para reduzir as chances de uma nova torção gástrica. Além disso, procedimentos adicionais podem ser necessários, a depender da gravidade do quadro.

A veterinária ensina alguns cuidados para reduzir a ocorrência da enfermidade. Segundo ela, a recomendação é “fornecer uma alimentação fracionada e em comedouros que estimulem o pet a comer mais lentamente. Também é importante evitar agitação e exercícios próximos aos horários das refeições.” E faz um alerta aos tutores: “Deve-se considerar a gastropexia preventiva em cães que têm parentes de primeiro grau com histórico de torção gástrica.”

Contato: Dra Bruna Maffei Camini / Médica Veterinária e Cirurgiã (CRMV-MG 21704).
Tire mais dúvidas pelo instagram @brunamcamini

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