O projeto de Parceria Público-Privada (PPP) abrange a construção, reforma, modernização e operação de 11 terminais de ônibus metropolitanos, e um deles será em Nova Lima, próximo da rodovia MG-030, no bairro Fazenda do Benito.
O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) e da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (ARMBH), realizou no último 23 de junho, a primeira de cinco audiências públicas para apresentação do projeto de Parceria Público-Privada (PPP) para construção, reforma, modernização e operação de 11 terminais de ônibus metropolitanos.
O novo terminal em Nova Lima deverá ocupar uma área com mais de 12 mil metros quadrados, próximo da rodovia MG-030, no bairro Fazenda do Benito. Durante a reunião, a população teve a oportunidade de conhecer os detalhes do projeto, bem como dar sugestões, contribuições e fazer questionamentos.
Além de Nova Lima, o projeto prevê a construção dos terminais Petrolândia e Ferrugem, em Contagem, Veneza, em Ribeirão das Neves, Regap, em Betim, São José da Lapa e Lagoa Santa/Vespasiano.
Ainda serão requalificados os terminais Eldorado, em Contagem, e o de Pedro Leopoldo, no vetor norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Outros dois terminais estão sendo construídos pelos próprios municípios, sendo contemplados para operação e manutenção pelo contrato de concessão. É o caso do terminal Várzea das Flores (Darcy Ribeiro), financiado e edificado pelo Município de Contagem, e o terminal de Santa Luzia, que conta com recursos do Estado e obra realizada pela prefeitura.
A iniciativa faz parte do pacote de ações para o aprimoramento e eficiência do Transporte Estadual Metropolitano (Trem), otimizando as rotas já existentes e a integração com o metrô da RMBH, garantindo uma melhor cobertura do transporte público e ampliando a gama de destinos possíveis.
Os Terminais
Os estudos indicam que os terminais abrangidos no projeto irão atender mais de 150 mil passageiros por dia, somando mais de 40 milhões de usuários anualmente. A previsão de investimentos é de R$ 447 milhões para reforma e construção, além de cerca de R$ 1 bilhão para operação e manutenção das unidades em 30 anos de contrato.
No projeto, há intervenções imediatas para serem realizadas nos terminais que serão requalificados, como a melhoria das condições de utilização dos banheiros, a revitalização e atualização das sinalizações de informação.
Também está prevista a implantação de rede wi-fi gratuita, adequação da infraestrutura, construção de bicicletários, promovendo a integração com o transporte cicloviário, e a disponibilização de espaços para realização de atividades sem fins lucrativos de cunho cultural, social, de saúde e bem estar.
O cronograma estima a publicação do edital e leilão para o segundo semestre deste ano. A entrega dos primeiros terminais, que serão construídos do zero, deverá ocorrer em até dois anos após a assinatura do contrato.
Cidade é selecionada para projeto que visa reduzir riscos de desastres geo-hidrológicos
Nova Lima acaba de ser selecionada para participar do Projeto de Desenvolvimento Urbano Integrado para Redução de Riscos de Desastres Geo-Hidrológicos (Projeto DUI – RRD Cidades). A iniciativa é promovida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Secretaria Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, do Ministério das Cidades.
O projeto tem como principal objetivo a elaboração de um manual de intervenções urbanas voltadas à redução de riscos de desastres geo-hidrológicos, como cheias, enxurradas, inundações e deslizamentos. A proposta busca fortalecer o planejamento integrado por meio do desenvolvimento de metodologias, tecnologias e práticas inovadoras, aplicadas nos territórios participantes.
Em meio aos 853 municípios de Minas Gerais, somente três foram selecionados para o projeto: Nova Lima, Belo Horizonte e Contagem. As equipes das secretarias de Proteção e Defesa Civil, de Habitação e de Políticas Regionais nova-limenses participaram da primeira oficina do grupo selecionado, em Brasília (DF).
Ao todo, 11 cidades brasileiras participam desta etapa, sendo elas: Nova Lima (MG), Contagem (MG), Belo Horizonte (MG), Candeias (BA), Simões Filho (BA), Olinda (PE), Teresina (PI), Mangaratiba (RJ), Nova Friburgo (RJ), Paraíba do Sul (RJ), Petrópolis (RJ) e São Sebastião do Caí (RS). Depois, seis territórios pilotos terão aplicada a metodologia à sua realidade, a partir de 2026, com suporte técnico especializado adaptado aos contextos e desafios locais.

























Deixe um comentário
Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *