A BHTrans implantou um teste operacional com mudança de circulação na Avenida Celso Porfírio Machado e Rua Jornalista Djalma Andrade, mas os representantes da Associação dos Moradores do Bairro Belvedere (AMBB) querem um planejamento do trânsito do bairro para organizar e minimizar outros impactos, melhorar o trânsito e a qualidade de vida da população.
Os novos empreendimentos no Belvedere trouxeram o aumento da oferta e opções diversificadas de produtos, promoveu a valorização imobiliária, fortaleceu a economia local com o crescimento do comércio, e trouxe mais comodidade e praticidade para o morador com diversos serviços no próprio bairro. No entanto, esse movimento vem trazendo impactos na dinâmica local, com mais fluxo de pessoas, de veículos e de tráfego. Essas mudanças no cenário, que culminaram como o desenvolvimento do bairro, estão despertando preocupação e apreensão por parte de representantes da Associação dos Moradores do Bairro Belvedere (AMBB), pela inexistência de um planejamento local para organizar e minimizar qualquer tipo de desconforto e melhorar a qualidade de vida da população.
Desde o último dia 20 de agosto, a BHTrans implantou um teste operacional de trânsito, que deverá se estender por 30 dias, para observar a dinâmica a partir da mudança de circulação de duas importantes vias – Avenida Celso Porfírio Machado e Rua Jornalista Djalma Andrade – em um pequeno trecho que vai da Avenida Paulo Camilo Penna até a área lindeira da BR-356. Esta decisão foi tomada durante uma audiência solicitada pela Associação de Moradores do Bairro Belvedere (AMBB) junto à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e que contou com uma participação expressiva de moradores. Na ocasião, os moradores foram contrários à realização das alterações e também da realização do teste, mas cederam ao apelo da BHTrans por se tratar de procedimento de avaliação do tráfego e que será levado para aprovação em uma reunião a ser realizada no mês de setembro.
Mobilidade e a qualidade de vida
Para o presidente da AMBB, José Eugênio de Avelar de Castro, a mudança na circulação impacta diretamente a mobilidade e a qualidade de vida dos moradores. Ele entende que é preciso construir soluções equilibradas e coletivas com a participação da comunidade. Segundo ele, a implantação de qualquer atividade no bairro deveria ser precedida de estudos de impactos de vizinhança e de circulação que fossem de conhecimento de todos. “Os órgãos responsáveis precisam avaliar se aquele local comporta ou não tal empreendimento e suas implicações. Entendemos que todas as novas instalações devem ser precedidas de um estudo prévio que justifique tal operação, com uma solução apresentada. Temos hoje mais veículos, mais pessoas circulando, mais tráfego de fornecedores, porém sem um instrumento de gestão territorial para o ordenamento do bairro”, justificou.
José Eugênio de Castro cita que as duas rotatórias – na Rua Dicíola Horta e na Rua Cristovan dos Santos – não conseguem desempenhar o papel de organizar o tráfego para promover a fluidez e com isso evitar congestionamentos. “Geralmente, vemos o chamado ‘puxadinho’ para atender o problema. Queremos que a comunidade seja ouvida, possa participar e opinar de quaisquer mudanças, que contribua para elaboração de novo planejamento no bairro” afirma o presidente da AMBB.
O diretor da AMBB, Gerson Ziviani, reforça a necessidade de readequar o bairro para moralizar o trânsito: “É preciso estabelecer um ordenamento de forma a diminuir o impacto causado pelo novo cenário nas vias da região.. Temos um bairro diferenciado que pode se desenvolver de forma organizada, trazendo benefícios tanto para moradores, comerciantes e usuários. Não podemos aceitar um projeto idealizado para um só espaço, onde se conserta aqui e impacta ali na frente”, definiu.
Ricardo Jeha, morador e conselheiro da entidade, também defende que o Belvedere precisa de um novo e moderno planejamento, feito com a participação dos moradores. Para ele, o bairro dimensionado para residências unifamiliares mudou de configuração, trouxe mais empreendimentos e isso implica em rever sua organização, sua mobilidade, seu arranjo urbano. Em relação ao teste que está em operação, Jeha disse que este permitirá à população observar se há objeções em mudanças na circulação de ruas. Pois, não pode haver mudança em detrimento dos moradores. “Se não houver um ordenamento, avenidas ficarão tomadas e não haverá lugar para estacionamento. Todos os grandes empreendimentos que vierem precisam desse novo planejamento e de estudos prévios de estruturação local”, explicou.
Mais mudanças solicitadas
Ele cita que o teste a ser feito durante os 30 dias servirá de experiência, e que embora a mudança crie vagas de estacionamentos em 45 graus, trazendo a sensação de fluidez para algumas vias, as avenidas e os entrelaçamentos ficarão mais congestionados. E, que é preciso pensar em uma solução para todo um bairro.
Esta não é a única demanda de mudança nas ruas do bairro. Há cerca de alguns meses, a AMBB solicitou à PBH, por intermédio da BHTrans, uma avaliação para mudança no trânsito das ruas Modesto Araujo próximo à Igreja Nossa Senhora Rainha e da Jornalista Djalma Andrade, no local próximo ao Supermercado Verdemar, com o objetivo de promover a organização, fluidez e melhoria do trânsito nesses dois locais. Porém, até o momento não obteve retorno da solicitação.
1 comment

























1 Comment
Flavio Castro
9 de setembro de 2025, 18:24Boa tarde. Como morador do Belvedere, não achei espaço para eu opinar sobre o teste de circulação feito nas mãos das ruas Djalma Andrade e Av. Celso Porfírio. Deveriam ter um acesso para nossa opinião, para que seja levada em conta no resultado final do teste.
REPLY