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Rede de esgoto estourada no Belvedere mostra falhas no saneamento do bairro

Rede de esgoto estourada no Belvedere mostra falhas no saneamento do bairro

Sucessivos rompimentos na rede de esgoto têm provocado transbordamentos nas ruas do bairro e incômodo a moradores e comerciantes, além de prejudicar a mobilidade local.


Os sucessivos rompimentos na rede de esgoto do bairro Belvedere têm provocado transbordamentos nas ruas e causado transtornos à população. Em apenas uma semana foram verificados quatro pontos de vazamento, prejudicando moradores, usuários da via, pedestres e comerciantes. O problema vem sendo apresentado à Copasa pela diretoria da Associação de Amigos do Bairro Belvedere (AABB) com solicitação de verificação da capacidade técnica de vazão do esgoto. É notório que o aumento do volume na rede, com crescimento da população atendida pelo sistema e o coeficiente de retorno da água consumida, não estão suportando a demanda.

O fato é que o extravasamento de esgoto acontece de forma generalizada e a cada dia um novo ponto surge com esgoto a céu aberto nas ruas do bairro. A falha sistêmica no saneamento, quer seja pela tubulação antiga ou subdimensionada para o volume atual, mostra que há uma sobrecarga e que está colapsando a rede em toda a região.

Copasa culpa as chuvas

Segundo informou a Copasa, a rede coletora de esgoto do bairro Belvedere está dimensionada corretamente para atender à demanda atual da região. “A Companhia esclarece que a recorrência de entupimentos é mais frequente no período chuvoso e, na maioria dos casos, está associada ao lançamento indevido de água de chuva nas redes de esgoto e ao descarte irregular de lixo nas tubulações.”

A resposta da empresa foi prontamente contestada pelo presidente da Associação de Amigos do Bairro Belvedere (AABB), Ubirajara Pires. Segundo ele, “os entupimentos acontecem semanalmente em dias chuvosos, secos, na primavera, no verão e no inverno. A infraestrutura das redes foi dimensionada para o lançamento de esgoto do bairro e este vem recebendo um volume considerável de outras regiões”, explicou.

A Copasa destacou que “a infraestrutura existente atende aos parâmetros técnicos previstos para a área, não havendo, no momento, necessidade de ampliação da rede ou de implantação de novas elevatórias. A Companhia mantém rotinas permanentes de manutenção preventiva e corretiva em toda a cidade de Belo Horizonte, incluindo o bairro Belvedere, com o objetivo de assegurar o pleno funcionamento do sistema de esgotamento sanitário.”

O presidente da AABB, por sua vez, declarou que o sistema apresenta falhas frequentes, e o problema está se tornando crônico. “Já houve sim um redimensionamento na rede. Isso aconteceu há alguns anos e a marca do recorte feito no asfalto desde a lateral da Lagoa Seca até o prédio do relógio pode confirmar isso. Pelos mesmos motivos que estão acontecendo hoje foi necessário realizar o redimensionamento do sistema naquela época. O volume recebido havia aumentado, causando entupimento na rede e esse seguia para a rede pluvial, sendo lançado dentro da Lagoa Seca. Esse problema nos levou a buscar apoio do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para exigir da companhia de saneamento uma ação imediata. Agora a situação é recorrente”, ressaltou.

Providências junto ao MPMG

A Companhia de Saneamento destacou que mantém diálogo constante com a Prefeitura de Belo Horizonte para o aprimoramento contínuo da prestação de serviços na capital. E que em relação às ocorrências registradas, “as equipes operacionais atuam prontamente para restabelecer o fluxo normal das redes coletoras, no menor prazo possível, minimizando eventuais impactos à população e ao meio ambiente. A Companhia reforça que não há ocorrência de esgoto a céu aberto no bairro.”

A empresa ainda ressaltou “a importância da colaboração da população quanto ao uso adequado das redes de esgoto, evitando a interligação indevida de águas pluviais e o descarte de resíduos sólidos nas tubulações, e segue promovendo campanhas educativas em seus canais de comunicação para conscientização da comunidade.”

Para Ubirajara, o bairro não pode mais viver o drama do esgoto estourado e das ruas inundadas por dejetos toda semana. “A cada nova ruptura na tubulação é um desgaste para os moradores e comerciantes, que são obrigados a conviver com o mau cheiro, riscos à saúde, transtornos e indignação, além de comprometer a mobilidade das pessoas pelas ruas do bairro. Não estamos falando de um fato isolado, mas algo que vem se repetindo com frequência”, declarou.

Dentro de alguns dias, a diretoria da AABB irá se reunir novamente com a Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público para cobrar providências urgentes da concessionária responsável pelo sistema de esgotamento sanitário, solicitando uma solução definitiva para evitar novos episódios de extravasamento.

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