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Presidente da AMBB defende o desenvolvimento conduzido com equilíbrio, diálogo e inteligência

Presidente da AMBB defende o desenvolvimento conduzido com equilíbrio, diálogo e inteligência

Presidente da Associação de Moradores do Bairro Belvedere (AMBB). José Eugênio Avelar de Castro afirma: “espero que o Belvedere continue sendo um bairro respeitado, valorizado e equilibrado, capaz de acolher bem quem mora, quem trabalha e quem investe”.


Originalmente planejado e consolidado como um bairro residencial de alto padrão, o Belvedere viveu nos últimos anos uma notável transformação, ganhou uma nova identidade e tornou-se um bairro vibrante e dinâmico polo econômico, com comércio diversificado e serviços de luxo. A transformação vocacional, impulsionada pela expansão da atividade comercial e a crescente demanda por serviços na região, foi determinada também pela proximidade com o BH Shopping e com o Vila da Serra. As mudanças imprimem opiniões divergentes, com moradores favoráveis ao desenvolvimento, com algumas iniciativas agradando e outras nem tanto assim.

Todo esse movimento foi acompanhado de perto pela Associação de Moradores do Bairro Belvedere (AMBB). José Eugênio Avelar de Castro, presidente da entidade, reside com a família no bairro há mais três décadas, e diz ter escolhido o Belvedere porque buscava um bairro estritamente residencial, de vida tranquila, onde filhos pudessem ter uma infância parecida com a que teve, com amigos na rua, segurança e liberdade para crescer.

Ele conta que mesmo com a primeira grande transformação no bairro, na década de 1990, quando foram autorizadas edificações multifamiliares e atividades comerciais, ainda assim “o Belvedere mantinha um forte caráter residencial, excelente mobilidade e uma ambiente aprazível, que o consolidava como uma das melhores escolhas de moradia em Belo Horizonte. Com a flexibilização das normas urbanísticas e a ampliação do uso misto, o bairro passou a atrair novos perfis de moradores e investidores”, destacou.

José Eugênio comenta que muitos profissionais instalaram consultórios, escritórios e pequenos comércios perto de casa, e que empresários vislumbraram no Belvedere um espaço fértil para empreendimentos mais estruturados. “Esse movimento trouxe ganhos inegáveis: mais serviços, comodidade, estruturas modernas e confortáveis, comércio qualificado e a valorização dos imóveis. Mas trouxe também desafios que antes não faziam parte do cotidiano do bairro: o aumento do barulho, do trânsito, da circulação de pessoas e até dos riscos associados à dinâmica urbana contemporânea”, explicou.

Como morador antigo do bairro, ele revela que aprendeu que o progresso, apesar de necessário, exige vigilância permanente. “Não podemos permitir que o Belvedere siga o caminho de outros bairros que, após um crescimento desordenado, sofreram desvalorização provocada por bares com música excessiva, ocupação inadequada das calçadas, atividades incompatíveis com a vizinhança e mais, o uso indevido do espaço público para ações empresariais travestidas de atividades sociais. Tudo isso prejudica a todos: moradores, comerciantes e investidores”, alertou.

“Não sou alguém que acredita em combater o progresso, isso seria ignorar a própria natureza das cidades. Acredito, porém, que o desenvolvimento precisa ser conduzido com equilíbrio, inteligência e diálogo, para que o Belvedere continue sendo um bairro aprazível, valorizado e respeitado”, analisou José Eugênio.

“Depois de mais de 30 anos como morador, mantenho a mesma esperança que me trouxe até aqui: que o Belvedere continue sendo um bairro respeitado, valorizado e equilibrado, capaz de acolher bem quem mora, quem trabalha e quem investe”, finalizou.

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