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Protetoras e o deputado Fred Costa cobram investigação de envenenamento de gatos no Belvedere

Protetoras e o deputado Fred Costa cobram investigação de envenenamento de gatos no Belvedere

Moradoras e protetoras independentes de animais, juntamente com o deputado federal Fred Costa (PRD) e o vereador Wanderley Porto (PRD), estiveram, no último dia 9 de junho, na Delegacia Especializada de Crimes Contra o Meio Ambiente, para cobrar uma investigação rigorosa após uma série de mortes de gatos comunitários e domésticos por envenenamento ocorrida no último dia 6 de junho, na Rua Desembargador Assis Rocha, no bairro Belvedere.

O envenenamento gerou forte comoção entre as protetoras independentes e moradores que acompanham e cuidam dos animais. Abaladas com a situação, elas manifestaram indignação e tristeza diante da morte dos felinos, destacando que os gatos eram conhecidos na comunidade, recebiam alimentação, acompanhamento e cuidados regulares. Agora, querem a responsabilização dos autores desse ato.

Segundo informações das protetoras, dos 15 gatos comunitários que são tratados duas vezes ao dia em uma das oito colônias de felinos, cerca de 10 animais estão desaparecidos, sendo cinco deles por óbito. A suspeita é que os mesmos tenham sido envenenados por “chumbinho”, um agrotóxico clandestino usado ilegalmente como veneno de ratos. O crime contra animais foi registrado em Boletim de Ocorrência no local pela Polícia Militar, mas até o momento a única prova é uma mistura de creme de ricota e chumbinho encontrada próximo ao local de alimentação dos animais.

Para o deputado Fred Costa, é preciso atentar para a população atual dos animais. “Se eram 15 gatos comunitários e hoje só existem quatro, não é possível que 10 deles tenham sumido espontaneamente. É preciso que haja uma mobilização por parte dos moradores para verificar o autor ou autores desse crime. Temos hoje a Lei Sansão, de minha autoria, que prevê pena de até cinco anos de reclusão a quem ferir ou praticar maus-tratos contra cães e gatos. Não vamos deixar esse crime sem punição”, declarou.

Ainda segundo o deputado, a Lei Estadual protege os animais comunitários e por isso a Prefeitura de Belo Horizonte e o governo do Estado precisam ser acionados. “Essas voluntárias são independentes e fazem um trabalho no bairro de alimentação aos animais, arcam com os custos e querem que a justiça seja feita contra quem cometeu esse crime. É preciso conferir as câmeras locais para saber quem esteve por lá, e que o autor seja submetido às leis de punição. Porque, se um crime como esse acontecer no Belvedere, onde há monitoramento de imagens o tempo todo, e nada for feito, imagine em bairros A, B ou C onde não há esse recurso?”, questiona Fred.

De acordo com as protetoras, um “porco-espinho” apareceu morto próximo à Avenida José Maria de Alkimin, local onde também se encontram casinhas e vasilhas de alimentação de animais. O local é também usado como passagem para inúmeros quatis que saem do mato em busca de alimentos nas casinhas dos gatos. Estima-se que a população de gatos comunitários do bairro seja de 70 animais, ambos lotados em uma das oito colônias espalhadas pelo Belvedere. De acordo com relatos das protetoras, três gatos foram internados e alguns foram encontrados agonizando pelo envenenamento.

Durante a reunião na Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente, as moradoras foram informadas que a Polícia Civil já instaurou um inquérito e irá fazer as oitivas de protetoras, vizinhos e entidades. E, ainda, a necrópsia de um animal que se encontra em um freezer de um hospital veterinário para a análise.

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