A Samotracia Meio Ambiente, responsável pelos serviços de água e esgoto na região de Alphaville Lagoa dos Ingleses, alcançou a universalização dos serviços muitos anos antes das metas estabelecidas pelo novo marco legal do saneamento.
A sete anos do prazo estabelecido pelo novo marco legal do saneamento básico, o Brasil ainda tenta avançar em uma das maiores lacunas de infraestrutura do País. A meta definida pela legislação prevê que, até 2033, 99% da população tenha acesso à água tratada e 90% à coleta e tratamento de esgoto. Na prática, porém, o cenário ainda revela um avanço desigual entre regiões que conseguiram estruturar seus sistemas e municípios que seguem convivendo com déficits históricos.
Enquanto o setor de saneamento brasileiro discute universalização, regionalização e os impactos da possível privatização da Copasa, uma operação privada operando em Nova Lima vem sendo apontada como um exemplo raro de eficiência já consolidado há décadas.
A Samotracia Meio Ambiente, responsável pelos serviços de água e esgoto na região de Alphaville Lagoa dos Ingleses, passou a ser vista como um modelo de operação que poderia inspirar parte da expansão futura do saneamento no próprio município.
A empresa alcançou a universalização dos serviços muitos anos antes das metas estabelecidas pelo novo marco legal do saneamento e opera em uma região que se transformou em um dos principais vetores de crescimento urbano qualificado da Região Metropolitana de BH.
Os indicadores operacionais da concessionária chamam atenção não apenas pela estabilidade da operação, mas também pela qualidade dos parâmetros físico-químicos da água distribuída e do esgoto tratado, frequentemente citados entre os melhores índices observados no país.
O modelo demonstra que operações de saneamento com elevada eficiência operacional podem ser construídas com integração urbana, planejamento de longo prazo e expansão coordenada com o crescimento imobiliário da região.
A experiência da Samotracia acabou criando uma espécie de laboratório prático de saneamento no município, reunindo características consideradas estratégicas no setor: previsibilidade de demanda, perdas reduzidas, operação madura e crescimento orgânico contínuo. O desempenho da companhia também reacendeu discussões sobre a importância de modelos operacionais mais enxutos e territorialmente integrados, sobretudo em áreas de expansão planejada.


























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