Trata-se de um conceito ainda em desenvolvimento, mas que, em linhas gerais, busca repensar o modelo tradicional de ensino.
O importante não é saber a resposta, mas sim saber fazer a pergunta certa: – Seus filhos já pensaram em serem Consultores de Ética para Robôs? Ou quem sabe Engenheiro (a) de Mineração de Asteroides? E que tal Terapeuta de Realidade Virtual? Nossas crianças e adolescentes vão hoje à escola com a missão de se preparar para solucionar problemas que ainda não existem e exercer profissões que nem mesmo foram inventadas. O LinkedIn prevê 150 milhões de novos empregos na área de tecnologia nos próximos cinco anos. Com isso, as instituições de ensino e os profissionais da educação buscam se atualizar e acompanhar essas mudanças. Estamos entrando na era da Educação 5.0.
Trata-se de um conceito ainda em desenvolvimento, mas que, em linhas gerais, busca repensar o modelo tradicional de ensino. A ideia é trazer o foco para o aluno, tornando-o protagonista de seu próprio processo de aprendizado e utilizando os avanços tecnológicos como mera ferramenta para lidar com as demandas da sociedade contemporânea. Alguns especialistas entendem que a pandemia da COVID-19 foi um propulsor dessa ruptura, dados seus obstáculos, uma vez que a educação 5.0 enfatiza a importância do desenvolvimento de habilidades cognitivas, socioemocionais e digitais, preparando os alunos para enfrentar os desafios do nosso século.
Frederico Cruz, Professor Titular de Estatística da UFMG, estima que o objetivo é formar pessoal afinado com as necessidades modernas, centrado na resolução criativa e colaborativa de problemas reais, sem nunca perder de vista o pensamento crítico. E pondera que “as práticas de ensino precisam ser ainda desenvolvidas para alcançar plenamente os objetivos propostos. Um desafio considerável é a formação de recursos humanos com a capacidade pedagógica necessária. É uma área que deve experimentar um intenso trabalho em pesquisa”, avalia o professor.
Formação dos educadores
Márcio Horta, Diretor Geral do Colégio Santo Agostinho, afirma que a instituição busca investir continuamente na formação de seus educadores. “Neste ano, por exemplo, com a popularização de inteligências artificiais, como o Chat GPT, proporcionamos uma formação sobre o tema, de forma a gerar maior entendimento e preparação dos profissionais para essa nova realidade”, destaca o Diretor.
Com previsão de abertura da nova unidade Lagoa dos Ingleses, na área da CSul, prevista para 2027, o Santo Agostinho vem inovando. A escola foi a primeira Showcase School reconhecida pela Microsoft em Minas Gerais e uma das 22 escolas brasileiras. Muitos dos professores possuem o selo MIE Expert, sendo considerados pela Microsoft como Educadores Inovadores, o que significa que, além da certificação, eles podem se conectar a educadores do mundo todo, com o objetivo de compartilhar conhecimentos e trocar experiências sobre como as tecnologias estão transformando a sala de aula.
Assim, Márcio Horta avalia que “a tecnologia deve estar a serviço da educação: investimos em inovações tecnológicas que colocam o digital para funcionar a favor do humano, pensando sempre no impacto positivo e transformador na educação”. Para ele, “vivemos um movimento repleto de oportunidades e experiências que podem alavancar as habilidades cognitivas dos nossos estudantes. A tecnologia deve ser aliada e temos que utilizá-la a nosso favor. Nossos estudantes aprendem de um jeito diferente, consequentemente, adquirindo habilidades diferentes – desenvolvendo a autonomia, a concentração, a responsabilidade e a organização do tempo”, salienta.
Mas o leitor pode estar se perguntando: por que ao falar de tecnologias super avançadas, profissões do futuro e inteligência artificial no ensino tratamos com tanta ênfase para o desenvolvimento das chamadas soft skills – conjunto de habilidades relacionadas ao comportamento e à interação humana?
Porque quanto mais digital o mercado se torna, mais escassas se tornam essas habilidades. Enquanto as instituições acadêmicas se concentram em inflar os alunos com conhecimento para suas futuras carreiras, as empresas relatam que os novos contratados não estão preparados para o sucesso. A razão? Os recém-formados carecem das soft skills necessárias para se ter um alto desempenho no ambiente de trabalho. Por exemplo, antigamente, a Nasa selecionou seus astronautas baseando-se em suas habilidades técnicas. Hoje, as soft skills são um critério valioso, especialmente a capacidade de se manter calmo em um momento de conflito.

























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