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Setor de tecnologia e software de Minas defende a criação dos Distritos de Inovação

Setor de tecnologia e software de Minas defende a criação dos Distritos de Inovação

Em uma contribuição à revisão do Plano Diretor de Nova Lima, o setor de tecnologia e software de Minas Gerais sugere a instituição de distritos de inovação, a cidade de proximidade, o uso misto como política econômica estruturante e territórios integrados de produção, conhecimento e moradia para a região do Vila da Serra.


O setor de tecnologia e software de Minas Gerais, por meio de Fábio Veras, empresário, ex-secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico e ex-diretor técnico e de operações do Sebrae, enviou ao prefeito João Marcelo e à Câmara Municipal de Nova Lima contribuições técnicas ao projeto de lei do Plano Diretor. Veras, que já havia apresentado propostas de programas de aceleração e de distritos de inovação para o Vila da Serra, em 2018, destaca que o plano tem uma base conceitual consistente e alinhada às diretrizes contemporâneas do urbanismo, contemplando centralidades urbanas, mobilidade ativa, integração territorial e diversificação econômica.

As contribuições apontam, porém, a ausência de instrumentos que podem atrair investimentos e ampliar a competitividade territorial, como parcerias entre os setores público e privado, inovação, infraestrutura moderna e iniciativas voltadas à qualidade de vida. Entre as propostas estão a criação de distritos de inovação, o conceito de cidade de proximidade, o uso misto do solo como política econômica e a integração entre produção, conhecimento e moradia.

Territórios estratégicos

Os distritos de inovação são territórios estratégicos voltados à economia do conhecimento, à inovação tecnológica e à diversificação produtiva. Eles podem reorganizar a atividade econômica urbana ao integrar empresas, universidades, habitação e serviços em um mesmo espaço, favorecendo a atração de investimentos e a retenção de talentos. Para isso, devem reunir empresas de base tecnológica e serviços avançados, instituições de ensino e pesquisa, moradia, comércio e opções de mobilidade acessíveis e sustentáveis.

Como referências internacionais de distritos de inovação, Veras cita o 22@Barcelona e o Kendall Square, que transformaram áreas urbanas em polos de alta tecnologia. Ele também propõe o conceito de cidade de proximidade, voltado à qualidade de vida, à eficiência urbana e à redução dos deslocamentos. “Para aproximar os moradores de serviços e locais essenciais, o poder público pode incentivar o uso misto do solo, distribuir equipamentos urbanos de forma equilibrada, priorizar a mobilidade ativa e a caminhabilidade e reduzir os deslocamentos de longa distância”, destaca Fábio Veras.

Outra contribuição proposta são os corredores de desenvolvimento econômico, que podem organizar o crescimento ao longo dos eixos de mobilidade. “Essas áreas podem receber maior adensamento, flexibilização de usos e incentivos à instalação de atividades produtivas e tecnológicas,” observa Veras.

Outro aspecto apresentado pelo setor de tecnologia do Estado é o uso misto do solo, considerado importante para dinamizar a economia, ampliar a segurança urbana e promover maior eficiência territorial. Essa estratégia pode ser aplicada em centralidades urbanas, eixos de mobilidade e áreas de requalificação. Para Veras, a requalificação de áreas mineradas representa uma das principais oportunidades de transformação econômica e urbana de Nova Lima.

A requalificação também pode dar nova função a espaços degradados, abandonados ou subutilizados. “Essa requalificação poderá inserir nessas áreas distritos de inovação, polos industriais avançados, equipamentos de educação, tecnologia e turismo, parques tecnológicos, centros de formação e capacitação da juventude e importantes museus de ciência e tecnologia, com uso multigeracional e vocação educativa e turística”, destacou Veras.

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