728 x 90

Publicidade

Mediador Hérzio Mansur afirma que documento “é uma carta de obviedades”

Mediador Hérzio Mansur afirma que documento “é uma carta de obviedades”
Para o mediador, engenheiro e advogado Hérzio Mansur, esse foi um instrumento que consolidou as questões técnicas com as necessidades das comunidades, dos usuários, dos transportadores, dos passageiros e de quem gera riqueza a partir da mineração e outras tantas atividades industriais na região.

“É termo consensuado, elaborado após oito sessões, desde agosto do ano passado, não é impositivo, mas é uma carta de obviedades. Nele há questões do uso da rodovia, manutenções, cronograma, licenciamento ambiental, a permanência de posto da Polícia Rodoviária Federal, a instalação de vias paralelas estaduais, municipais e particulares. A ideia é que esta referência consolide todas as necessidades pautadas na boa engenharia”, ressalta Hérzio Mansur.

Segundo ele, a implementação, porém, vai depender da sensibilidade dos atores e de seu comprometimento com o objetivo principal que é a redução de mortes no trecho, redução de danos físicos, psicológicos e materiais. “Todas as soluções que estão ali apontadas se convergem para isso, para que se transforme o trecho mais seguro. Se hoje esse trecho demonstra absoluta indiferença do ser humano com seu semelhante, quem sabe com a implementação desse instrumento ele irá se transformar em uma referência. Respeitando também todos os interesses sociais, econômicos, políticos, para a construção de uma convivência harmônica, respeitosa e construtiva”, informou.

Minimizar os acidentes

O Consultor Técnico Sênior do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Minas Gerais (SETCEMG) Luciano Medrado, lembra que o Grupo de Trabalho BR-040 foi criado a partir de um estudo feito pelo CREA-MG de levantamento de risco no trecho da rodovia, onde havia a maior probabilidade e ocorrência de acidentes, tanto de geometria de vias e outros. “Foi um trabalho denso, de muita negociação pois há vários interesses tanto de transportadoras, associações representativas quanto mineradoras e comunidades locais e usuários”, destacou.

Luciano Medrado explica que o instrumento trata da carga e descarga de produtos, das condições dos caminhões que fazem o transporte, da tecnologia a ser aplicada em todo o sistema, para minimizar preventivamente os acidentes na BR-040.

“Os interesses são diversos porque você tem uma cadeia logística que vai desde o minerador até o ponto transbordo para descarga do produto. Não é um produto típico para transporte rodoviário de carga, ele tem uma distância um pouco maior, é produto a granel e de baixo valor agregado. O seu sistema de transporte sobrecarrega muito o custo de manutenção dos veículos, e a cadeia na maioria das vezes não vê as questões específicas de cada segmento. As condições da rodovia não são as melhores para o transporte de cargas mais pesadas. E, além disso, temos uma convivência entre as empresas de transporte de cargas, os transportadores autônomos e as cooperativas de transporte de carga. Então, construímos um documento que está à disposição da concessionária EPR para observar as recomendações e propostas técnicas de prevenção a acidentes”, relatou Luciano Medrado.

O JORNAL BELVEDERE entrou em contato com entidades representativas dos setores mencionados para saber sobre as medidas que já tomadas, mas não obteve retorno.

Notícias relacionadas

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

Últimas notícias


Publicidade


Mais comentadas