Eduardo Aquino * / eduardo.aloisio@yahoo.com.br
Avaliamos o Jeep Commander Blackhawk 2026, que chega à linha de frente da marca com a missão de renovar o fôlego do SUV de sete lugares mais sofisticado da Jeep no Brasil. Ou seja, quem tem família grande e quer ter um veículo com uma performance mais esportiva, um acabamento mais sofisticado, com um bom pacote tecnológico de conforto e segurança e ainda encarar caminhos um pouco mais difíceis fora do asfalto, o Jeep Commander Blackhawk 2026 é uma boa opção. Essa opção topo de linha da gama passou por um leve retoque visual, ganhou recursos inéditos e, curiosamente, ficou mais barata.
A atualização visual do Commander Blackhawk 2026 pode parecer discreta à primeira vista, mas modernizou bem o conjunto. A dianteira exibe novos elementos na grade e no para-choque, com linhas mais horizontais e limpas, enquanto o DRL em LED passa a ocupar posição acima dos faróis. O conjunto de neblina também foi redesenhado, deixando o visual mais alinhado ao Compass e ao Avenger — os SUVs mais recentes da marca. Apostando no apelo esportivo, a opção Blackhawk tem teto pintado de preto contrastando com as opções de carroceria em tons metálicos, e as rodas de 19 polegadas com acabamento escurecido reforçam o visual agressivo. Pinças de freio vermelhas e o logotipo em preto brilhante completam o conjunto, conferindo um ar mais exclusivo e urbano ao modelo.
Por dentro, o Commander Blackhawk 2026 continua sendo um dos SUVs nacionais com o melhor acabamento. Os bancos em suede e couro, o painel com materiais macios e as costuras contrastantes criam uma atmosfera premium. No interior, também se destacam o painel digital de 10,25 polegadas e a central multimídia com tela de 10,1 polegadas, que continuam intuitivos, mas que agora contam com respostas mais rápidas, além da conectividade sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. Entre as novidades da linha 2026, está o câmbio eletrônico do tipo “Drive by Wire” — controlado por seletor giratório — e o sistema de câmeras 360°, que facilita manobras em espaços apertados e reforça a segurança.
Em termos de conforto, vale destacar a alta qualidade do sistema de áudio Harman Kardon, os bancos dianteiros com comandos elétricos e memória e o teto solar panorâmico que cobre praticamente toda a cabine. O motor do Commander Blackhawk 2026 é o 2.0 Turbo Hurricane, que gera 272cv de potência e 40,8kgfm de torque, sempre combinado ao câmbio automático de nove marchas e à tração integral. O conjunto garante aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 7 segundos, desempenho digno de um bom esportivo. Na prática, o SUV oferece respostas rápidas e lineares, com trocas de marcha quase imperceptíveis e bom fôlego em retomadas. O ajuste da suspensão — mais firme que o das demais versões — dá mais controle em curvas sem comprometer o conforto, e o isolamento acústico é exemplar. Mesmo em pisos irregulares, a carroceria se mantém composta, transmitindo sensação de solidez.
Se, por um lado, a performance do Commander Blackhawk 2026 é digna de elogia, por outro, o consumo cobra a conta desse bom fôlego. Em uso urbano, o SUV fez médias na casa dos 7km/l, chegando aos 10 km/l em rodovias. Não é um exagero para um SUV de quase 1,9 tonelada e tração 4×4 permanente, mas não merece destaque. O conjunto de suspensão independente nas quatro rodas e o sistema de gerenciamento de tração por modos de condução permitem enfrentar estradas de terra e lama leve com competência, sem a pretensão de ser um fora-de-estrada raiz.
Outra boa novidade do Commander Blackhawk 2026 é o seu preço, que ficou cerca de R$ 16 mil mais barato, partindo de R$ 324.990. A estratégia da Jeep mira diretamente os SUVs híbridos chineses, que vêm ganhando espaço na faixa acima dos R$ 300 mil. Mesmo sem eletrificação, o Commander ainda se destaca pela combinação de conforto, espaço real para sete ocupantes, sofisticação e desempenho elevado.

























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