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Câmara promete análise do Plano Diretor de forma criteriosa e com muita coerência

Câmara promete análise do Plano Diretor de forma  criteriosa e com muita coerência

A Câmara Municipal vai realizar audiências públicas para ouvir a sociedade civil, bem como reuniões em cada uma das regionais do município. “O novo Plano vai desenhar os rumos para os setores da economia, que estão há 19 anos defasados para uma cidade que era totalmente voltada à atividade minerária”, declarou o presidente da Casa Legislativa de Nova Lima, Thiago Almeida.


A Câmara Municipal de Nova Lima inicia, através da Comissão Especial Legislativa, a análise da revisão do principal instrumento de planejamento e gestão territorial do município, o Plano Diretor (PD). Definido no Estatuto da Cidade como um instrumento básico para orientar a política de desenvolvimento e de ordenamento da expansão urbana municipal, o PD atualiza a legislação urbana defasada desde 2007, e tem por objetivo guiar o desenvolvimento socioeconômico e territorial da cidade para as próximas décadas.

Conjuntamente com a análise pela comissão especial, a Câmara Municipal irá realizar audiências públicas para ouvir a sociedade civil, bem como reuniões em cada uma das regionais do município. A informação é do presidente da Casa Legislativa, Thiago Almeida, durante reunião para apresentar o balanço do primeiro semestre parlamentar de 2026, e falar sobre temas de interesse dos munícipes como mobilidade, Plano Diretor e OUC.

Durante a reunião, o presidente da Casa apresentou a Comissão Especial, formada pelos vereadores Álvaro Azevedo, Nilton Cruz e Wesley de Jesus, e lembrou que “O novo Plano vai desenhar os rumos para os setores da economia, que estão há 19 anos defasados para uma cidade que era totalmente voltada à atividade minerária. Hoje temos uma economia pujante, com empresas e indústrias que muitos nem sabem que estão instalados no município, com setores totalmente diversificados”, destacou.

Segundo Thiago Almeida, a Casa irá conduzir a discussão junto com a população com um olhar criterioso e com muita coerência. “Vamos discutir o Plano da forma que a cidade merece. E para isso, é preciso entender o que é melhor para cada região da cidade. Por isso, vamos discutir onde indústrias poderão ser instaladas, se há estrutura de logística de escoamento de produção próxima, etc. Vamos debater sobre as ligações entre regiões da cidade, como o Honório Bicalho e o Vale do Sol, por exemplo, que podem estimular e atrair novos negócios”, ressaltou.

Para o presidente da Casa Legislativa, essa é uma responsabilidade de cada um dos vereadores, de fazer uma entrega que garanta um planejamento para o crescimento da cidade, com a participação de todos.

Pensar Nova Lima

O secretário da comissão, vereador Wesley de Jesus, ressaltou na ocasião que nos próximos meses o colegiado irá discutir, juntamente com uma equipe técnica contratada, todas as diretrizes do plano para um consenso e ao final ter um diálogo com o executivo. “Nosso objetivo é pensar uma Nova Lima para o futuro, e não ter as vaidades afloradas. Tenho algumas ponderações que já foram discutidas com os vereadores e que poderão trazer bons resultados para Nova Lima. Como por exemplo, o fato de o Plano ter focado muito na MG-030 e na BR 040, deixando áreas mais afastadas de lado nessa discussão, com expectativa de futuro baixa. Tivemos um adensamento urbano grande ao redor da MG-030, no Vale dos Cristais e Vale do Sereno, e ao redor da BR-040 próximo à área da CSul. São pontos como esses que precisamos discutir”, relatou.

Por sua vez, o presidente da Comissão Especial do Plano Diretor, Álvaro Azevedo, ressaltou que dentro de cinco meses o plano deverá ser deliberado pelos parlamentares após a realização de reuniões descentralizadas nas regionais, por meio de audiências públicas, com a participação popular. De acordo com o parlamentar, as principais demandas são a mobilidade e áreas de habitação de interesse social. “Vale destacar que o novo Plano traz um grande diferencial: nos novos loteamentos licenciados e aprovados no município, 5% da área terá que ser destinada para habitação de interesse social, em áreas delimitadas e destinadas à moradia popular”, observou.

Ainda segundo ele, o Plano prevê a possibilidade de empreendedor, de ao invés de destinar uma área do seu empreendimento, poder efetuar um depósito em pecúnia para o município. “Talvez esteja aí o grande problema enfrentado pelos empreendedores e que agora pode ser resolvido. Está sendo criado um fundo para o desenvolvimento urbano, que talvez até mesmo através de outras fontes, como das outorgas onerosas, poderá se tornar mais robusto e resolver de fato os problemas enfrentados por Nova Lima para as questões de moradia de interesse social”, informou.

Já o vice-presidente da Comissão, vereador Nilton Cruz, disse que a cidade quer crescer, mas não possui áreas para isso, como para a indústria por exemplo. “Se não há indústria e comércio não há emprego. Daí a importância da definição de áreas para todos os setores, como de moradias sociais, por exemplo. Afinal as ocupações dentro do município não surgiram do nada”, enfatizou. E defendeu o direito à moradia social e o ordenamento espacial.

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